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PEZÃO CRIOU SECRETÁRIA PARA BENEFICIAR EX-PREFEITA DE RIO BONITO E RÉ NA LAVA JATO

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Aliada de Cunha, Solange Almeida (ex-prefeita Rio Bonito) é a nova secretária de Pezão
Ré na Lava-Jato assume nova pasta em meio à crise do estado

O governador Luiz Fernando Pezão criou na última sexta-feira a secretaria estadual de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso e, para comandar a nova pasta, nomeou Solange Pereira de Almeida, ré na Operação Lava-Jato e aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), hoje preso.

Solange Almeida é ex-deputada federal pelo PMDB e foi prefeita de Rio Bonito (RJ) até o ano passado, quando decidiu não concorrer à reeleição. Quase na mesma época da campanha, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra os dois, mas a peemebedebista alega motivos pessoais para ter ficado de fora do pleito.

Cunha é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele teria recebido propina de lobistas de pelo menos US$ 5 milhões, oriunda de contrato de aquisição de navios-sonda pela Petrobras junto ao estaleiro sul-coreano Samsung. Para isso, teria contado com a ajuda de Solange Almeida, que também é ré na ação penal. Segundo o MPF, Solange apresentou requerimentos em 2011, a pedido de Cunha, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, com o objetivo de pressionar o pagamento da propina. Cunha e Solange negam as acusações. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal acolheu denúncia contra Solange.

Solange Almeida apoiou Cunha na campanha de 2014, quando ela já havia se tornado prefeita de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio. No ato de lançamento da candidatura de Cunha, em 22 de agosto de 2014, ela compareceu à quadra da escola de samba São Clemente acompanhada de pelo menos um secretário e ficou ao lado de Cunha. Sua atuação política passa longe do setor de energia e petróleo, apesar de ter assinado os requerimentos envolvendo fornecedores da Petrobras.

Médica veterinária, a gaúcha Solange Pereira de Almeida chegou a Rio Bonito nos anos 1980, quando comprou com o marido um sítio no distrito de Catimbáu. Sua profissão aproximou-a das comunidades rurais e, logo, a forasteira começaria levar doentes aos hospitais, crianças a escolas e outros pequenos favores. O esforço assistencialista rendeu uma vaga na Câmara Municipal em 1989. Reeleita, superou a política tradicional e conquistou a prefeitura em 1997. Ficou no cargo até 2004, quando assumiu a direção do Instituto Vital Brasil, em Niterói.

Ao eleger-se deputada federal em 2006, já acumulava um passivo judicial pelas gestões na Prefeitura e no instituto. Nos bastidores da política municipal, a aproximação com o Eduardo Cunha teria acontecido em Brasília, provocada pela necessidade de contar com um político que lhe oferecesse alguma garantia junto ao Poder Judiciário – ela teve as contas de 2002 e 2004 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TSE). Solange sempre apostou na política assistencialista. Por isso, os aliados estranharam os requerimentos que assinava, com propostas ligadas aos setores de energia, petróleo e gás.

Na campanha de 2010, Solange ficou com uma das suplências da bancada federal do PMDB. Bem antes, perdera a prefeitura para o principal adversário, Mandiocão. Mas, valendo-se do desgaste do prefeito, venceu a oposição e foi conduzida pela terceira vez ao cargo de prefeita. Por duas ocasiões, a Justiça ameaçou afastá-la, no curso de um processo de improbidade administrativa, mas Solange manteve-se no cargo.

MUDANÇAS NA ESTRUTURA DO GOVERNO

Em seu decreto, Pezão determinou que a nova secretaria seja instituída “sem aumento de despesas”. O Conselho Estadual para Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Cedepi) e Fundo para a Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Fundepi) passam a ser vinculados à nova pasta.

Até junho do ano passado, o estado tinha uma Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, extinta pelo governador em exercício na época, Francisco Dornelles, que reduziu de 25 para 20 o número de pastas, num dos primeiros cortes na estrutura do governo por causa da crise. Na época, a secretaria foi incorporada à da Saúde.

Até então, na estrutura da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, havia uma Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, Superintendência de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Superintendência de Políticas Intersetoriais para as Mulheres.

Fonte:

Jornal O Globo

Foto: Google Imagens

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