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ENTÃO PODEMOS SER FORASTEIRO, MAS NÃO DEVEMOS ACEITAR FORASTEIROS?

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cultVamos ponderar: podemos ser forasteiros mas não devemos aceitar forasteiros?

Vamos refletir, por que usar sempre dois pesos duas medidas? Sempre o ” farinha é pouca o meu pirão é primeiro?”
Nesta cidade em geral é bem assim mesmo, quando retornei a Rio Bonito em 1992 foi logo a primeira frase que aprendi “farinha pouca meu pirão primeiro” .

Tornar-se exemplo é colher atitudes certas que se plantou. Não é necessário alarde porque as boas obras aparecem por si só. Às vezes em Rio Bonito o exemplo é aquele que mais propagandeia, esquecendo-se de muitos que no silêncio são os verdadeiros exemplos e isso deveria ser uma constante fonte de reflexão e exemplo de humildade para todos.

Em relação a isto, vamos ter um pensamento justo sobre está questão: Então a prefeitura não pode trazer alguém de fora? Por que não pode? Então projeto social e cultural só pode existir um?
Aprendi que cultura é plural e não singular, e a arte não possui fronteiras, e como o grande Milton Nascimento cantou, o artista vai onde o povo está.

O Projeto Lona na Lua É UM VENCEDOR, sem dúvida, mas não se pode esquecer que ele foi acolhido e tempos de noite escura, por outra localidade, possibilitando sua continuidade. E quando estrangeiro. Que eu saiba, foram recebidos de braços abertos.
Então, tentando ter um ponto de vista equilibrado, embora por um lado eu ache que a prefeitura, se deve, precisa cumprir com o pagamento da subvenção ao grupo, por outro, não há nada de errado em acolher outros grupos em nome da cultura, DESDE QUE HONRE A TODOS e aja de forma equânime, justa, valorizando a divulgação arte, a educação do povo, que tanto necessitamos.

Cultura não tem bandeira é cultura e pronto, se a prefeitura quer investir que seja como eles acharem melhor, antes tarde que nunca. Na verdade cansa participar de uma cidade provinciana, onde as pessoas reclamam do que ainda nem sabe, do que ainda nem viu e do que ainda nem experimentou. Para saber se uma coisa nova é boa ou não, é necessário conhecê-la e opinar, não somente execrar.

A prefeita tem até dia 31/12 deste ano para dar ou não a tal subvenção, eu mesmo já ergui bandeira e farei de novo pelo Lona na Lua, e outros que houverem, mas cuidado com o estrelismo, dias desses fui atacado aqui por discordar da unanimidade, um dia desses eu vi outro parceiro ser ameaçado apenas por dizer o que pensa a respeito, ameaçado de processo, ele um outro artista que nunca foi reconhecido por esta cidade quando iniciou a carreira. Hoje chegou ao estrelato, mas sem usar a bandeira cultural, social ou ter padrinhos famosos, ele sim fez por ele mesmo e é apenas morador da cidade e aqui nasceu e brilha nos palcos de outras cidades, com sua música leva a todos os cantos deste País o nome de Rio Bonito e NÃO GANHA SUBVENÇÃO.

A cultura, o social está longe de estrelismos, sim poderá chegar lá, mas não pode a todo momento clamar por isso, não pode a todo custo exigir isso, não pode a cada instante querer ser reconhecido.

Vamos ter consciência cultural, social repensar o que realmente queremos. Projetos deste quilate vindos de outras cidades, também cabem na nossa, como os da nossa podem integrar a cultura de outras.

E vamos dar um VIVA, lógico que não iremos esquecer ou deixar no ostracismo o que temos, mas vamos lá sim, vamos ver como é, vamos prestigiar, vamos lá para aprender, como fazer ou como não fazer, quando não temos opções devemos aceitar o que nos chega e somar.

Ultimamente estou evitando algumas coisas aqui, mas é porque fiquei ferido dias atrás, por acreditar em somar e de repente percebo que não querem somar e sim diminuir. Acreditei em um projeto para todos e não para grupinhos e infelizmente começa a despontar um projeto de grupinho e não um verdadeiro projeto para toda cidade.

Eu comecei adentrar neste meio apenas para conhecer e fiquei assustado, ouvi vários lados quando deveria existir apenas um lado. Sim meus amigos, a cultura em nossa cidade ela não existe porque a cultura ainda está dividida em grupinhos. Isto é lastimável, todos deveriam estar unidos e não estão, fazem caras e bocas, mas na verdade não são unidos, pelo contrário é uma guerra entre eles que nos deixa de cabelo em pé, um não apoia o outro, um quer aparecer mais que o outro e quando chega o estrelato quem chegou não aceita forasteiro em nome da cultura.
Forasteiros, Lona e outros movimentos culturais de toda e qualquer espécie são bem vindos em nossa cidade, em nossa região, ao nosso estado, ao nosso País. Esqueçam a parte provinciana e vamos batalhar por uma cultura de verdade, por projetos sociais de verdade, vamos auxiliar, vamos interagir, vamos simplesmente PARTICIPAR e deixar PARTICIPAR, cada um no seu quadrante, mas unidos por um bem maior, que é o crescimento de todos.

Alex Hudson
www.rbrj.com.br
contato@semcensuras.com.br
P.S.: Não necessita dar “print” querendo eu imprimo e assino embaixo e entrego onde quiserem.

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